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| caulim sendodespejado direto nas nascentes dos igarapés |
No último dia 26 de novembro deste ano moradores das comunidades localizadas às margens dos igarapés Cureperé, Dendê, São João e Maricá, ambas no polo industrial de vila do conde, solicitaram que fosse eu até as referidas comunidaes para noticiar um vazamento de caulim, ocorrido naquela madrugada, no momento não pude ir, porém acompanhei a notícia de que o tal vazamento teria sido contido, uma semana depois fui novamente acionado e resolvi ir ao local onde haveria ocorrido o acidente e ao contrário do que foi vinculado em um jornal local, o líquido de cor esbranquiçada continuava a a ser despejado nos igarapés sem que algo fosse feito para sessar o mesmo.
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| distribuição de água para alguns moradores |
Os moradores ainda reclamaram que a empresa Imerys Rio Capim Caulim, não mediu esforços para chamá-los de ''criminosos'' pois segundo versão apresentada pela empresa o vazamento foi causado por um incêndio criminoso, que teria sido provocado pelos próprios moradores, versão contestada pelos comunitários, os mesmos alegam que o vazamento de caulim foi provocado por uma máquina que realisava obras no local, oque desbanca a versão apresentada pela empresa de caulim.
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| máquinas provavelmente perfurarm a mangueira de caulim |
Para mim o fato de a Imerys Rio Capim Caulim ter amplamente noticiado a falsa culpa dos moradores não diminuiu em nada os impactos causados pelo vazamento, e que, em vez de distribuir galões de água para alguns moradores, prática esta adotada pela empresa sempre que há um acidente como este,como tentativa de calar a voz dos mesmos, a empresa ymeris e todas as outras deveriam ter responsabilidade e assumir que suas falhas, que no caso desta indústria são muitas. Oque me deixa intrigado é o fato de ministério público outros órgãos não terem se movimentado afim de punir esta tão ''reincidente'' empresa já o termo de ajustamento de conduta aplicado pelo ministério público diz que empresa não deve cometer novas irrregularidades ambientais;
Então por que eles ainda acontecem sem que nada seja feito?
Ah só pra lembrar: esta mesma empresa teve uma ação ajuizada pela Defensoria Pública do Estado do Pará pedindo a interdição imediata das bacias operadas pela mineradora, por conta do segundo vazamento de caulim, em menos de um ano, que ia contaminou o rio das Cobras e igarapés Cureperé, Dendê e São João, além da praia de Vila do Conde, no Distrito Industrial de Barcarena. Na época o defensor pulicoMárcio Cruz, que visitou as comunidades Curuperé e Canaã, que foram prejudicadas com a contaminação de rio e igarapés, classificou a situação como grave.



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