![]() |
| Lindalva Melo (Barcarena) |
O evento contou com a participação de pesquisadores, comunitários, empresários e organizações socioambientais do Brasil, Bolívia, Equador, Colômbia, Peru e Venezuela que se reúnem em Belém para discutir desafios e oportunidades comuns na perspectiva do desenvolvimento sustentável da Amazônia. Esses países têm em comum muito mais do que parte de seus territórios cobertos pela maior floresta tropical do planeta. Eles compartilham a responsabilidade de conservar para o futuro a floresta, tão importante, internamente para seus povos, quanto para o resto da humanidade. Por outro lado, têm à disposição mananciais de recursos naturais e riqueza biológica que, explorados de modo sustentável, poderão levá-los a uma forma de desenvolvimento capaz de gerar economias robustas sem destruir a floresta.
Esse desenvolvimento, porém, ainda é uma meta ambiciosa. Mas há claros sinais de que essa é uma das tarefas que os países amazônicos devem assumir juntos nas próximas décadas se quiserem enfrentar desafios como as mudanças climáticas, o desmatamento, as drásticas mudanças no uso do solo e a exploração desregrada do ambiente, incluindo aí diversas formas de apropriação indevida, desrespeito aos direitos dos povos das florestas e as políticas públicas equivocadas.
![]() |
É isso que propõe o evento ‘Cenários e Perspectivas da Pan-Amazônia’: uma visão mais ampla e integrada da região, com ênfase nos problemas e oportunidades comuns. O evento também abordou soluções que já começam a despontar entre inúmeras iniciativas que vêm da floresta, dos povos tradicionais, das instituições de pesquisa, das políticas públicas inovadoras e da ação visionária de empresas que decidiram trabalhar por uma nova economia lastreada no uso sustentável da biodiversidade e dos recursos naturais.
¹O Fórum Amazônia Sustentável foi fundado em 2007 com a missão de mobilizar lideranças de diversos segmentos sociais para promover diálogo, cooperação e articulação visando uma Amazônia mais justa e sustentável. O Fórum é composto por diferentes segmentos representativos da sociedade, movimentos sociais, organizações não governamentais e empresas, e tem como base uma Carta de Princípios e um sistema de governança interna que propicia condições para o diálogo intersetorial entre povos da Amazônicos.


Nenhum comentário:
Postar um comentário