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| Comunitários e representantes da ong norueguesa AIN |
Representantes da AIN visitam comunidades afetadas por industrias em Barcarena (PA)
Ao chegar em Barcarena,cidade distante da capital paraense cerca de uma hora de barco, o grupo foi recebido por lideranças de movimentos sociais, ONGs e sindicatos e se dirigiu a cinco comunidades, onde ouviu o relato de moradores que tem sofrido com problemas relacionados às atividades industriais, iniciados na década de 1980.
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| Montanha de manganês ameaça moradores da comunidade Dom Manoel. |
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| porto de vila do conde visto da comunidade vila Nova. |
Na comunidade Dom Manuel, a situação está exposta no quintal de uma das 150 famílias do bairro. No limite da residência onde aconteceu a reunião com os moradores é possível ver o um grande amontoado de minério. Segundo a comunidade o material seria Manganês, o qual faz parte de uma obra executada aos arredores do bairro. Com a chuva e o vento o minério tem se espalhado pelas residências, atingindo, inclusive, os poços de água das casas. O problema foi denunciado ao Ministério Público no final de 2010 e a população aguarda um posicionamento da justiça.
Reunião e a possibilidade do DiálogoNo dia 02, houve reunião com o Comitê de Acompanhamento dos projetos que o IEB desenvolve em conjunto com a sociedade civil local. Um dos objetivos do encontro foi identificar como a AIN pode apoiar as demandas da sociedade no município, por meio do diálogo com a Norsk Hydro. A empresa, de capital norueguês, comprou a participação acionária da Vale e passou a ser a proprietária dos grandes projetos em Barcarena, que incluem a Albrás, Alunorte e a Companhia de Alumina do Pará - esta última ainda em fase de implantação. Para Arne Dale, “O diálogo com a empresa é um processo importante que pode dar certo e pode melhorar a situação em Barcarena”, explica.
Segundo Arne, que esteve no município em 2009, a condição nos bairros parece estar pior, principalmente em relação à contaminação das águas. Contudo, ele pondera que há um aspecto positivo encontrado nessa visita, “As comunidades estão unidas para lutar por uma vida melhor. Essa é uma das maneiras para alcançar as soluções do problema”, concluiu o coordenador do Programa Brasil da AIN. As comunidades de Barcarena estão abertas ao diálogo e esperam que Norsk Hydro evite cometer os mesmos erros de sua antecessora. “Nós queremos discutir com a empresa um modelo de responsabilidade social para o município”, conclui a líder comunitária, Cleide Góes.
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